2º Post

A situação que estamos vivendo aparentemente é uma crise mundial; o que é percebido devido às informações dos canais de TV antes de saírem do ar e na Internet, que graças a transmissão via satélite e alguns “bons samaritanos” que estão conseguindo de alguma forma manter alguns servidores em funcionamento. Porém não sei até quando isso será assim.

De qualquer maneira, resolvi criar esse blog, para poder “arquivar abertamente” o que estamos passando, como uma forma de refletir a respeito de possíveis soluções de nosso atual problema e estabelecer algum tipo de manual de sobrevivência, o que pode vir a ser útil se alguém, em qualquer lugar do planeta ler meus textos.

Não posso negar também, por ser um psicólogo, que escrever tudo isso, é uma forma de fugir um pouco da experiência concreta daquilo que estou passando, e sublimar parte do meu sofrimento.

Bem… Creio que fui claro em meus motivos de ter começado com o relato sobre o caso de Marcos de Oliveira Santos. Tenho muitos motivos para acreditar que isso não vem de hoje, porém não consigo criar nenhuma hipótese que não soe absurda em minha mente, mesmo dentro desse contexto anormal no qual estamos inseridos.

Mas acho melhor me focar em alguns fatos importantes.

Esse assunto sobre “mortos-vivos” – detesto essa palavra – já vem sendo tratado de forma fictícia pelo cinema e televisão por muito tempo. Já assisti vários filmes com essa temática, inclusive os clássicos do Romero. Porém, o que está ocorrendo apenas lembra, de longe, esses filmes. Quando garoto, sempre achei que seria legal ter um mundo tomado por “mortos vivos” e sobreviver nele.

Besteira! Só o odor que impregnou tudo, já é nauseante demais para achar isso que estamos passando algo “legal”.

Soma-se a isso o cansaço de noites sem dormir direito, da correria, do medo. Todo o stress causado por isso. Fora o problema de alimentação… Puta que pariu! É foda.

Mas vou me ater aos fatos:

1 – Ninguém precisa ser mordido por um “morto vivo” para se tornar um. Basta morrer. De qualquer maneira: “morte matada” ou “morte morrida” (como diriam em alguma novela). Isso já é um fator assustador que me intriga, e que possivelmente intriga muitos outros.

2 – A mordida deles é realmente infecciosa. Não consegui pesquisar exatamente o que ela causa, mas percebi que o membro mordido necrosa rapidamente.

3 – NÃO SÃO APENAS OS SERES HUMANOS AFETADOS. Animais complexos também. Já vi cachorros, gatos e ratos “mortos vivos” nessa semana que se passou. E parece que o processo é o mesmo, já que um dos cachorros que vi, morreu atropelado e logo se levantou sedento por carne viva.

4 – Fora o estranho caso de Marcos, não vi nenhum “morto vivo” inteligente. São todos bestiais. Não foi possível ainda testar a louca idéia de Romero, do “morto-vivo adestrado”, quem sabe algum dia.

5 – Eles correm, e muito, principalmente por não perderem o fôlego. Me pergunto até o momento: e o rigor mortis? Não consegui deduzir nada sobre esse assunto.

6 – Eles não comem carne morta. Isso é estranho demais. Não sei como eles percebem que a vida da vítima se foi, mas eles param de comer assim que a vítima morre. E quando digo “carne morta”, não digo carne fria. O sangue da vítima pode ainda estar quente, porém, no momento em que falece, o “morto vivo” deixa de agir sobre aquela vítima. Observei isso quando alguns “mortos vivos” pegaram a filha de Gustavo e Carla, o mecânico e sua esposa que estão viajando comigo e com mais algumas pessoas.

7 – Destruir a cabeça, para ser mais preciso: o cérebro, realmente é a única forma de acabar com eles. Observamos isso em nossas experiências até o momento e confirmamos isso ao escutar as últimas notícias no rádio, antes das estações ficarem mudas. Mas, acredite, isso é muito mais difícil do que aparece nos filmes.

Creio que isso é tudo no momento. Pretendo continuar observando para saber como podemos sobreviver a essa vida baseada em um filme de terror.

PS: Coloco a palavra “mortos vivos” entre aspas, pois acho esse termo um tanto chulo, ridículo, ou o que quer que seja. Pensarei em um termo mais técnico. Esse assunto não é mais brincadeira, não podemos tratá-lo de forma leviana.

Anúncios
  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: