9º Post

Evandro acabou de me mostrar algo importante de ser relatado, pois nos dá mais um detalhe do panorama sombrio em que estamos vivendo. E foi justamente por saber dos meus relatos que ele resolveu me mostrar o que estava acontecendo em uma das salas do laboratório.

Certo, antes, para nos localizarmos: estamos em um ex-laboratório farmacêutico de remédio para animais no Jd. Planalto. Nunca iríamos saber que aqui também funciona uma micro-base militar, se não fosse o policial Evandro.

Ele sabe de algo, mas não diz. Quem sabe ele nos conte um dia desses. Entretanto não é dele que quero falar agora e sim do que acabei de testemunhar.

O pessoal do exército montou uma espécie de ringue para ver as possibilidades de confronto físico com os immortuos; finalmente um nome com o qual me identifico, pelo que entendi, ele foi dado pelos cientistas desse laboratório, mesmo que eu não entenda o porquê denominam essas criaturas de “imortais” em latim, ainda assim prefiro esse termo a “mortos vivos”.

Essa experiência seria insana, se eles não tivessem tomado precauções. Os lutadores entram com uma roupa de borracha que tampa quase todo o corpo, para evitar o contato com algum fluido corporal da criatura. Além disso, o immortuos tem suas unhas e dentes arrancados, para que não causem nenhum arranhão sequer no oponente vivo, afinal, a infecção causada pelas bactérias desses seres, como já disse anteriormente, é altamente fatal.

Vamos para o que eles descobriram com esses testes. Em resumo eles viram que a maioria dos filmes estão errados, principalmente aquele que a personagem principal quebra pescoço desses seres com cotoveladas.

Vou item por item:

1 – Os immortuos não reagem por medo, ou seja, eles só se deslocam por temer a dor que um golpe causa. Portanto o golpe deve ser realmente potente para ter alguma eficiência, para deslocá-lo pela potência com que é desferida.

2 – Imobilizações são inúteis. Eles não se importam em quebrar ou deslocar seus membros para poderem morder suas vítimas.

3 – Não há pontos vitais que possam ser atingidos para fazê-los desmaiar ou destruí-los (mais um termo dos cientistas de cá que eu adoto) exceto o cérebro, o que dificilmente se faz de mãos nuas.

4 – Eles não perdem a consciência, não importando o tanto de golpes que se atinge neles.

5 – Articulações ainda são articulações, quebre-as e inutilizará o membro. Infelizmente a musculatura deles é mais rígida que a dos vivos, isso torna a ação de quebrar ou deslocar as articulações algo mais difícil.

Bem, é isso. Preciso por em ordem tudo que presenciei até o momento. Todas os ocorridos nessas três semanas, para poder escrever de forma resumida, sem esconder as emoções geradas no processo.

Farei isso o mais breve possível.

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