16º Post

A enxaqueca voltou a dar uma trégua.

Vou continuar exatamente de onde parei, sem mais delongas, para aproveitar bem o tempo que tenho com a enxaqueca abrandada.

Fui até o computador próximo da cientista e ela colocou três vídeos curtos para eu assistir. No primeiro vídeo estava um outro cientista dentro da jaula de um jacaré: mais pálido, com os olhos mexendo como se tivessem procurando algo, não parecia ter a “paciência” de um desses animais, porém de resto não demonstrava nada de diferente de um jacaré normal; não que eu fosse capacitado para analisar corretamente a aparência de um deles. No canto do vídeo estava escrito: “Setor 1: Bestia Infecta; espécime 28; Melanosuchus niger (Jacaré Açu); 08/03/2011; 10:25hs”. As imagens eram de um cientista próximo do tal jacaré, acariciando-o, tocando na boca dele, e o jacaré ignorando-o. “Nada! Ele age como se eu nem estivesse aqui”, dizia o cientista no vídeo, “Agora tragam a ‘carne’”, nesse momento eles não colocaram uma tigela com carne crua e sim um immortuos humano lá dentro. Como era de se esperar, o immortuos correu para tentar agarrar o cientista, que estava parado do lado do jacaré.

Tenho certeza que o cientista sujou as calças, pois o rosto dele estava completamente aterrorizado, provavelmente por não ter certeza do que iria ocorrer. O jacaré, nesse momento, agiu como um jacaré normal, com os olhos focados em sua presa ele esperou a aproximação do immortuos e quando esse estava quase agarrando o cientista, ele deu o bote. Mordeu a perna da sua presa e girou o corpo, como um jacaré de verdade, derrubando a criatura. Depois disso foi uma briga entre o immortuos e o jacaré. Os cientistas intervieram com medo de perder o espécime – que havia sido mordido violentamente em sua calda, o que acabou ferindo o réptil – e estouraram a cabeça do immortuos, antes que esse causasse mais dano.

O vídeo acaba ai. Fiquei impressionado com o que vi e perguntei o que aconteceu ao espécime, e a cientista nada respondeu, apenas colocou o outro vídeo.

O vídeo 2 – que tinha escrito no canto da tela: “Setor 1: Bestia Infecta; espécime 28; Melanosuchus niger (Jacaré Açu); 10/03/2011; 11:45hs” – começava com um cientista conversando com a câmera: “Fazem dois dias que o nosso espécime, da classe Bestia Infecta, número 28 foi mordido pelo immortuos. Ele só perdeu sangue no momento da mordida, não houve mais sangramento, o que consideramos um fato a ser analisado. Além disso, temos comprovado cientificamente, que a infecção causada pela mordida de um immortuos em qualquer ser vivo pesando entre 150 a 300 kg, equivalente ao peso aproximado do espécime 28, leva entre 6 a 10 horas para matá-lo. O espécime 28 já está a aproximadamente 48 horas, sem apresentar nenhuma infecção”.

O cientista sai da frente da câmera e essa foca no jacaré que está atrás de onde estava o cientista. Ele está do mesmo jeito que no vídeo anterior. O cientista se aproximou dele novamente e o acariciou, e como da outra vez, foi ignorado pelo jacaré. E assim terminou o vídeo.

Tudo aquilo já estava me trazendo vários questionamentos na mente: será que tal como esses “contaminados” ignoravam outros seres vivos, os immortuos ignoravam outros mortos e por isso não se atacavam? Será que tínhamos ai um campo de estudo que poderia nos possibilitar o desenvolvimento de alguma ‘cura’? Ou pelo menos algo que poderia nos tornar imunes às bactérias dos immortuos? O que poderia advir desses experimentos?

Muitas perguntas e poucas respostas. Descansarei mais um pouco minha vista e retorno mais tarde para encerrar esse relato.

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