O Rei e o Cadáver – 1º ATO – Cena 1 PC

Narrador: Senhoras e senhores! Foi extraordinária e, ao mesmo tempo, terrível a maneira como o Rei se viu envolvido na aventura.

(Abre a cortina. O Rei está sentado em seu trono com o Tesoureiro ao seu lado direito. A sua frente há uma fila de pessoas esperando para falar com o Rei, enquanto o primeiro da fila já age como se estivesse falando com ele. Cada uma das pessoas carrega um presente em suas mão. A segunda pessoa da fila é o Asceta).

Narrador: Diariamente, durante dez anos, aparecia no salão de audiências, onde o Rei solenemente sentado ouvia petições e dispensava justiça, (O Asceta passa a ser o primeiro da fila. Faz uma prostração), um Asceta mendicante que, sem dizer uma palavra sequer, lhe oferecia uma fruta. (O Asceta faz a oferenda e segue-se como na descrição que o Narrador está dando da cena). O soberano aceitava o presente trivial, passando-o, sem pensar nem um instante, a seu Tesoureiro, que permanecia em pé ao lado do trono. Sem fazer pedido algum, o mendigo se retirava. Perdia-se na multidão de suplicantes, não revelando o menor sinal de desapontamento ou impaciência.

(O Asceta sai de cena, o terceiro da fila entrega seu presente e começa a conversar com o Rei. A luz do palco diminui e a narrativa prossegue).

Narrador: Porém, o Rei sentiu sua nobre rotina se abalar quando a morte soprou nas janelas de seu palácio, o avisando de sua existência.

(A luz retorna ao palco. O Rei e o Tesoureiro ainda se encontram na sala do trono, entretanto, não há mais súditos).

Princesa: (Com fraqueza entrando na cena). Pai…

Rei: (Preocupado se aproximando da filha). O que foi minha filha?

Princesa: …não estou me sentindo bem. (Ela desmaia e o Rei a pega em seus braços. O Tesoureiro apenas observa sem saber como agir, até que o Rei olha para ele).

Rei: Chame os médicos! (Com urgência).

Tesoureiro: (Indo até a entrada do palco ele grita). Guardas! Chamem os médicos! Rápido!! (Ele se aproxima novamente do Rei e se ajoelha ao seu lado, sem tocá-lo).

Rei: (Com o olhar fixo no rosto de sua filha diz com medo). Ela está fria. Ela está morrendo!

Tesoureiro: Não diga isso meu senhor. Ela é uma jovem forte.

Rei: (Sentindo sua filha se mexendo). Filha?

Princesa: (Com a voz fraca). Pai! Ajude-me, por favor.

Rei: (Com muita tristeza) Não irei lhe perder como perdi sua mãe.

Princesa: Confio em você… pai. Sei que me salvará. (Eles se abraçam).

Narrador: O Rei era uma pessoa muito confiante em suas próprias capacidades, mas naquele momento, ele se sentiu impotente, e se pos a pensar durante toda à noite.

(Fim da Cena 1 da PC).

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