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Outcasts – Livro 1: Párias – Capítulo 11 (parte 2)

            – Não podemos atacá-los de qualquer forma. Não sabemos o que está dormindo no fundo do lago e se tal criatura é capaz de perceber o que ocorre aqui na superfície. Se fizermos muito barulho, causarmos muita vibração, temo que a criatura irá acordar. – adverte o mago Sol’al Teken’Th’Tlar aos outros membros do grupo, mantendo a conversa em baixo-drow – E seja lá o que for, acho que não seria muito interessante acordá-lo nesse momento.

            O angulo de visão da boca do túnel de onde chegaram não permitiu que eles vissem o que estava no lago, mas logo que desceram ao chão da imensa caverna oval e se aproximaram, Sol’al e Rizzen comentaram à clériga a respeito de uma imensa sombra de alguma criatura que parecia estar “dormindo” no fundo do lago. Pelo tamanho da sombra e a profundidade aparente, a criatura pareceu aos dois observadores, algo colossal que realmente não seria muito inteligente respeitarem.

            – Sim, mago. Acredito que meu guerreiro não propôs atacarmos de qualquer forma. – comenta a clériga, de forma ácida.

            – Não quis dizer isso, Senhora. Estava me referindo mais a como o ogro iria… – o mago tenta se explicar, mas a clériga o silencia com um aceno de mão.

            – Acho que Rizzen deu boas idéias. São sete orcs, não vejo como não darmos conta disso. – comenta Alak, olhando para a clériga, mas contente por saber que o Xorlarrin contorceu o nariz ao escutar seu nome sendo dito por ele.

            – Não pedi sua opinião, mercenário. Faremos exatamente isso. Eu cuidarei do que está mais ao alto, enquanto você e Rizzen cuidam dos mais próximos. Rizzen invoca suas trevas em algum que não for ser atacado para atrapalhá-lo. O inferior acabará com o do canto direito na altura mediana, enquanto o mago se esconde atrás dele e conjura algo útil para nos ajudar. – ordena a clériga Xorlarrin finalizando sarcasticamente.

            Sol’al a olha contrariado por um breve momento. “Chega”, setencia mentalmente o mago, “Já está na hora de mostrar do que sou capaz”. Enquanto busca em sua mente as magias que serão úteis e trarão mais respeito a sua pessoa, o mago escuta Alak passar as instruções dadas pela Xorlarrin em Subterrâneo Comum. “Não acredito que estou sendo mais destratado que esses dois ignorantes”, pragueja mentalmente o mago, já sabendo como agirá quando a ordem for dada.

            O mago Teken’Th’Tlar observa com o canto dos olhos a boca do túnel que irá atacar. Ele sabe que há grande chance da clériga se irritar por ele não cumprir as ordens como foram ditas, mas ela verá que ele não é um simples estudioso. Os orcs estão preparados com bestas e algum tipo de balestra pequena. Nenhum do grupo de Sol’al está demonstrando que eles os viram, todos estão fingindo estar procurando pistas e observando o que há no fundo do lago. Um dos orcs aproveita a suposta distração e dispara uma flecha no maior e mais volumoso do grupo: Brum.

            A flecha da besta corta o ar e atinge o peito de Brum, porém a potência não foi suficiente para ultrapassar a grossa couraça que é a pele do ogro mago. Quando a flecha cai ao chão, a Xorlarrin escuta e dá a ordem que todos estavam esperando. Rizzen invoca uma cortina de trevas onde era esperado que ele o fizesse. Alak atira seu punhal na direção de seu alvo e o atinge em cheio na testa, mas logo vê que há outro orc dentro do mesmo túnel para substituir o falecido e atirar com a besta. Sol’al conjura sua primeira magia que irá cobrir um dos túneis com uma área de silêncio. No mesmo momento, Brum, vira-se em direção ao seu alvo e arremessa uma de suas clavas sem segurar a corrente. A maciça clava atinge em cheio o orc com a mini-balestra, que é nocauteado e tem sua arma despedaçada.

            Sol’al sorri quando percebe que sua magia funcionou. Enquanto Alak se aproxima um pouco mais do túnel que está atacando – para que a visibilidade de seu alvo se torne maior -, o mago se prepara para conjurar sua principal magia. Ele retira uma bola de guano de sua piwafwi que é utilizada como manto, ao mesmo tempo em que a clériga termina de armar a sua própria besta e atirar em direção ao alvo de Rizzen, para que esse consiga se aproximar mais da boca do túnel. Conjurando as palavras arcanas necessárias, Sol’al apenas mira um dedo em direção ao túnel largando ao ar o guano e o salitre. Esses se fundem e formam uma pequena esfera incandescente, semelhante a uma pequena pedra, que prossegue na trajetória visando o túnel mirado pelo conjurador. Ao atingir seu alvo a esfera explode sem emitir nenhum som, mas espalhando fogo por toda boca do túnel. Não apenas o orc atirador morreu com certeza, como qualquer acompanhante também estará morto; ao menos, assim acredita Sol’al.

            Orgulhoso de seu feito, Sol’al procura um novo alvo para mais uma magia e vê Alak atacando o orc que restou no túnel que lhe foi designado. O mago se vira para ver como estão os orcs pelos quais Rizzen está responsável e logo percebe que a clériga e o assassino deram conta de seus adversários. Brum já está próximo da boca do túnel onde sua clava se encontra. O que acabou restando foi o túnel coberto por trevas.

            Sol’al vira-se em direção ao alto túnel, enquanto Alak percebe que há mais atiradores em uma outra boca de caverna. Enquanto o mago prepara mais uma magia ofensiva para disparar em direção ao túnel encoberto pela densa escuridão, o eremita prepara-se para tentar algum ataque aos orcs “recém-chegados”, mas logo para e disfarça sua intenção ao perceber que dois dos cultistas que ele viu lutando contra os orcs na caverna de entrada, estavam lá para dar conta dos orcs.

            O mago Teken’Th’Tlar pronuncia algumas palavras arcanas e dispara um feixe de eletricidade de três de seus dedos que estão apontados em direção a boca do túnel. Dois gritos são ouvidos abafados pelo som da cachoeira, provavelmente os orcs foram nocauteados. “Pelo que parece, esses atiradores não são tão resistentes”, comenta consigo o mago. Em sua mente uma conspiração surge, “De certa forma eles sabem que estamos aqui, provavelmente não estão dificultando as coisas de propósito”. Ele continua observando o túnel no qual conjurou o raio elétrico e percebe que nenhum som ou disparo surge deles. “Ou eles são muito fracos”.

            – Havia mais, Senhora. Pelo que parece, fomos “auxiliados” pelos cultistas. – Sol’al escuta Alak comentar com a clériga Xorlarrin.

            – Onde eles estão? – pergunta a clériga, procurando-os nas bocas dos túneis.

            – Acho melhor não demonstrarmos que estamos atrás deles, Senhora. Eles não precisam saber que temos conhecimento de suas presenças. – diz o eremita.

            – Eles não têm como saber que estou procurando por eles. – retruca a clériga.

            – Não há mais orcs. É perceptível que já sabemos disso, Senhora. – diz Rizzen entrando na conversa – Acho melhor realmente escolhermos algum dos túneis para investigar e procurar por onde ir.

            A Xorlarrin torce o nariz por seu guerreiro ter apoiado o mercenário, mas nada responde, apenas acena positivamente com a cabeça. Aproveitando a deixa, Sol’al sussurra algumas palavras arcanas para ampliar seu sentido mágico.

            – Vou procurar rastros no túnel que ataquei. – diz Alak, já se virando e partindo na direção onde jazem seus punhais.

            Rizzen simplesmente parte em direção a um dos túneis mais próximos, onde Brum atacou. Brum passa por ele carregando as duas clavas e se aproxima do resto do grupo. Sol’al, após conjurar sua magia, volta-se em direção do túnel onde ele soltou a bola de fogo silenciosa. “A energia mágica está muito forte naquela direção”, constata o mago, “Pela intensidade e vibração, deve haver algum Nodo de Terra para aqueles lados”.

            – Senhora? – o mago se aproxima da clériga, que continua com a cara amarrada.

            – Fala, macho. – responde a Xorlarrin, aborrecida.

            – Sinto uma forte energia mágica naquela direção. – diz o mago, apontando genericamente para a direção da vibração que ele está sentindo.

            A Xorlarrin levanta uma sobrancelha e volta seu olhar para o rosto do mago; como se refletisse a respeito do que ele acabara de falar. Após alguns segundos observando-o, ela vira seu rosto em direção ao local apontado e analisa as entradas dos túneis. Percebendo que Rizzen está olhando em sua direção, a clériga comunica-se rapidamente em sinal drow com seu guerreiro. O diálogo foi tão rápido e discreto que Sol’al conseguiu entender apenas algumas palavras: “invocar”, “pai”, e também percebeu que havia algo na maneira como os gestos foram feitos que lhe lembrou uma pergunta. “Eles estão supondo o que estão para encontrar. Provavelmente…”.

            – Vamos procurar uma caverna segura para descansarmos. – diz a clériga ao guerreiro Xorlarrin, sem comentar sobre a descoberta do mago.

            – Sim, minha Senhora. – responde o guerreiro, se curvando brevemente e voltando-se para Alak e Brum – Procurem um local seguro para descansarmos. Rápido.

            Ambos os mercenários nada dizem, apenas partem em busca de algum túnel que se encaixe nas expectativas. Sol’al observa a clériga por um tempo, e não sabe se retoma o assunto ou se deixa para conversar com ela após o descanso.

            – Vi o que você fez. Interessante saber que está escondendo bastante suas capacidades. – ela interrompe a indecisão com uma frase que o mago, particularmente, não sabe se toma como uma censura ou como um elogio.

            – Todos temos nossos segredos, não é, Senhora? – responde ele, tentando manter um ar misterioso repetindo a frase que já falara em outra ocasião, tentando não desagradar a clériga.

            – Sim, concordo. – responde ela, sem pestanejar – Talvez você seja mais útil do que imaginei.

            Sol’al sorri por ter conseguido o que queria, mas uma coceira em sua nuca lhe deixa confuso sobre a situação e se aquilo foi realmente algo para se contentar.

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Outcasts – Livro 1: Párias – Capítulo 4 (Parte 4)

Em uma das tavernas do Bazaar, um dos poucos lugares de Menzoberranzan que se vê elfos negros bebendo com seres de raças inferiores, um grande Ogro se encontra sentado conversando com um drow esbelto em uma mesa em um canto escuro. O local é iluminado por fogo de fada, dando uma atmosfera lúgubre ao lugar, mas ao mesmo tempo animada, com os falatórios, risadas e confusões.

– Nym, cadê seu amigo? Não tá demorando muito, não? – pergunta o grande Ogro para o drow que está lhe acompanhando na bebida.

– Por que a pressa Brum? Não vai me dizer que você tem mais o que fazer? – responde o drow com meio sorriso no rosto.

– Na verdade não, mas se eu continuar aqui vou gastar todo meu dinheiro nessas porcarias. – responde o gigante mostrando sua caneca – Você sabe que o pessoal aqui do Underdark enfia a faca no preço da cerveja, né?

O drow gargalha e responde:

– Faz muito tempo que você trabalha nos subterrâneos, Brum! Ainda não se acostumou com nossas iguarias?

– Você está me dizendo para tomar bebida de mulherzinha? – pergunta Brum com uma cara espantada, como se Nym tivesse dito algo extremamente inacreditável – Com todo respeito. Sei que a sociedade de vocês matriarcal e tudo mais, mas isso não quer dizer que vocês precisam ser maricas.

Nym para de rir olhando para Brum como se não estivesse ouvindo o que o gigante acabara de dizer.

– Brum, cuidado com o que você diz. Você está em Menzoberranzan, lembra? – diz Nym recordando ao Ogro o risco de proferir tais palavras.

– Entendido. Então vamos falar em goblinoide, assim podemos dizer o que quisermos, ninguém aqui deve falar “línguas inferiores”. – responde Brum virando um gole de sua caneca – E toma um pouco disso para você entender o que eu estou lhe dizendo.

Brum estica a caneca em direção ao drow que voltou a gargalhar.

– Você é impagável Brum!

– OOOHHH!! Nem diga isso! – diz Brum batendo três vezes na madeira da mesa – Se eu não for pago, como poderei tomar mais cerveja?

A gargalhada do drow se torna ainda mais frenética até ser interrompida por uma voz sussurrante, mas sobrenaturalmente audível.

– Vejo que está se divertido bastante, Bregan D’Aerthe. Esse comediante seria o tal que você me disse que sobreviveria ao serviço? – a pergunta, em baixo-drow, sai das sombras de um capuz, onde apenas um queixo negro onyx e duas tranças de cabelo branco aparecem.

Contendo suas risadas o mercenário Drow se levanta e cumprimenta o recém-chegado.

– Me desculpe senhor. Não havia visto que você estava aqui. – diz Nym na linguagem comum dos subterrâneos.

– Poupe-me de suas desculpas. Apenas ofereça uma cadeira para eu me sentar. – responde secamente ainda em baixo-drow o encapuzado, enquanto Brum apenas o observa sem entender nada.

O Bregan D’Aerthe pega um dos bancos de sua mesa e oferece ao recém-chegado.

– Ótimo. Agora vamos tratar de negócios. – diz o encapuzado unindo e esfregando suas mãos, que possui uma vasta quantidade de anéis prateados e dourados de diferentes formas e tamanho. Brum torce o nariz – Quando você havia me dito que poderia me oferecer os serviços de um mercenário ogro, Nym, não me disse que era um ogro-mago.

Com uma feição séria, Nym curva-se levemente e responde também em baixo-drow:

– Isso não vem ao caso, Senhor…

– Como!?! – interrompe raivosamente o drow encapuzado – O que vem ao caso ou não sou eu quem decide.

Brum levanta uma das sobrancelhas e olha torto para o drow misterioso. Mesmo não entendo o que eles estão conversando, a forma de agir do forasteiro o incomoda.

– Desculpe Senhor, mas Brum desistiu da prática arcana quando bem jovem e não se simpatiza muito com magia.

– Ah. Que interessante. – diz o encapuzado com desdém.

– Ele é um dos mercenários mais resistentes que conhecemos, Senhor. – complementa Nym.

– Vocês poderiam me incluir na conversa? É um tanto desagradável vocês conversarem como se eu não estivesse aqui. Além do mais eu não entendo a língua de seres superiores. – diz Brum ironicamente.

O capuz vira em sua direção. “Como ele consegue me enxergar através desse pano? Deve ser minha barriga”, pensa brum colocando a mão em sua dura e ampla pança.

– Você quer participar da conversa ogro? – a voz sai sussurrada debaixo do capuz, mas ela é magicamente encantada para que aqueles que estão na mesa possam escutar.

– Sim gostaria, mas você poderia falar um pouco mais alto, tem muito barulho aqui na taverna. – responde Brum fazendo um sinal com a mão aparentemente pedindo para que o encapuzado observe o ambiente.

Nesse momento Nym sente seu corpo suar frio e olha para Brum o advertindo. O encapuzado vira-se para o Bragan D’Aerthe e diz em baixo-drow novamente.

– Um tanto mal situado esse seu amigo, não? – diz secamente a voz que sai do capuz – Não parece saber seu lugar, e me parece um tanto resistente a certas magias simples. Vamos ver se ele é realmente resistente.

Rapidamente o encapuzado aponta sua mão direita em direção a Brum e fala algumas palavras arcanas enquanto esfrega com a mão esquerda um dos anéis que está no dedo anelar apontado para Brum. Em poucos segundo uma flecha esverdeada atinge o peito de Brum que fica olhando com uma das sobrancelhas erguidas para o mago encapuzado. A flecha de ácido se desfaz ao tocar o corpo do gigante.

– Er… para que você fez isso? – pergunta o ogro – Da próxima vez você poderia atirar misseis mágicos? A quantidade é maior, atinge uma área maior, conseqüentemente faz mais cócegas.

O mago se levanta irado e aumenta o tom de sua voz. Brum se levanta para encará-lo.

– Aprenda a respeitar seus superiores, ogro! – o capuz do mago cai um pouco ao levantar a cabeça para falar com Brum, que encara os olhos vermelhos que se escondem lá dentro.

– Eu só respeito àqueles que me pagam, drow. – responde Brum secamente.

– Então cale a boca! – diz o mago tirando um pequeno pacote com duas ametistas e jogando-as em direção ao ogro.

– Sim, Senhor. – responde Brum se curvando levemente e sentando-se novamente antes do mago se sentar.

Assim que o mago se senta, ele retoma a conversa com o Bregan D’Aerthe em baixo-drow.

– Acredito que ele serve para o serviço. Mas quero alguém que possa conter a personalidade de nosso largo contratado para acompanhá-lo. Você se dispõe Nym? – pergunta o mago em tom amigável.

– Sinto muito senhor, fui contratado para um outro serviço, mas conheço quem possa. – responde rapidamente Nym.

– Então chame-o e contrate-o por mim. Porém, o contrato dos dois será diferente.

O Bragan D’Aerthe olha desconfiado para o mago encapuzado.

– Quero que o ogro sirva como espião. Preciso saber o que ocorreu durante a busca dos Xorlarrin. – diz o mago enquanto tira um pergaminho do seu manto, Brum apenas observa – Porém ele deve agir como se tivesse sido contratado para proteger a clériga da Casa Maior, entendido?

– Sim. – responde brevemente o mercenário drow.

– Enquanto ao outro, quero que ele seja contratado apenas para proteger a clériga e conter os impulsos comediantes do nosso grande enviado. Estamos entendidos?

– Sim Senhor. Mas aonde os Xorlarrin serão encontrados? E como eles aceitaram os dois “guarda costas”?

O mago estica o braço e entrega o pergaminho a Nym e responde:

– Peça para os mercenários mostrarem isso a eles. – Nym pega o pergaminho – Eles terão que aceitar.

O Bragan D’Aerthe prepara-se para abrir o pergaminho, mas o mago segura sua mão.

– Não é para nenhum de vocês lerem, apenas os Xorlarrin.

– Desculpe senhor. – responde Nym enquanto o mago tira várias sacolinhas de pedras preciosas de seus bolsos.

– Aqui estão os pagamentos, divida como achar melhor. – diz o mago se levantando e virando as costas para a mesa.

Enquanto Nym junta e confere as sacolas, o mago sai do recinto sem ter mostrado em nenhum momento seu rosto em público.

– Sujeito simpático, né? – comenta Brum olhando para a porta da taverna por onde o mago acabou de passar.

– Brum olha isso. – diz Nym mostrando parte do pagamento que será destinado ao ogro que arregala os olhos – Ele quer te contratar. Precisamos conversar a respeito disso rapidamente, pois tenho que entrar em contato com Azirel.

Com o olhar fixo no seu pagamento, Brum comenta com um sorriso no rosto:

– Um drow exemplar. Diria até mesmo amável!

Nym gargalha e inicia a conversa com o ogro, explicando para esse, qual é o seu contrato.

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